YASMIM FLORES

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RITO, GRAFISMO, RESÍDUO.

Nessa ação tive a intenção de expor meu processo de criação, e me coloquei frente ao público em um exercício de pintar e desenhar de maneira ritualística, onde o suporte tem dimensão do corpo, e os gestos formam a coreografia, guiados pelo pincel. As aguadas de nanquim são vestígios, resíduos da ação. Os
gestos na pintura são incorporados em desenhos com o corpo – gestualidade do corpo que performa.
Trouxe referências de técnicas que aprendi com o artista japonês Toshi Tanaka, (Fude-Do Ho) que consiste em posturas corporais e respirações específica, desde o preparo da tinta nanquim até o gesto da pintura. E misturei com as experiências que tive com a pintura corporal e grafismos indígenas na expedição artística ao PIX, Parque Indígena do Xingu em 2012.
Iniciei fazendo uma pintura corporal em mim mesma, para evocar um rito. Posterior as aguadas do nanquim, introduzi com desenho os grafismos indígenas para demarcar com a precisão geométrica seu território nessa tela. Propus a fusão da linguagem oriental e indígena, buscando refletir sobre um diálogo que aproximasse as duas. A busca é encontrar a relação entre os elementos que dão identidade ao trabalho.

Rito, grafismo. resíduo.
Performance
Memorial da America Latina
2013
Fotos: Marilia Vasconcellos

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