YASMIM FLORES

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FOTO PERFORMANCE

PINTURA VIVA
Barro, argila branca, urucum, carvão e curcuma sobre pele
Foto performance: Coletivo 3Graças
Yasmim Flores, Eliza Makray e Jadde Flores
Bahia, janeiro de 2015

Fizemos esse ensaio em uma fazenda de Cacau de cultivo orgânico no sul da Bahia, onde nos dedicamos em purificar e nutrir nossos corpos dia a dia em busca de um contato direto com os elementos da natureza.
Sensibilizar a escuta e conectar com seres e entidades que habitam aquele lugar encantado. E também acessar a essência de cada uma de nós três, cada da qual com a sua graça.
A nossa produção artística foi toda ecológica: recolhemos, folhas, flores, frutos e gravetos existentes em cada trilha da fazenda. Em nosso balaio havia: jenipapo, urucum, argila branca, carvão, curcuma, beterraba e espinafre em pó.
Nossa sessão se encerrava banhando os corpos nus na lagoa ou cachoeira, Juerana Milagrosa.

SereiaLAB em processo
Estudo de personagem para um novo conto
AL, 2015

SereiaLAB
Antunes, 2015

SereiaLAB
Antunes, 2015

O mito inventado da Mulher Girassol
2013

Esse ensaio nasceu a partir de uma figura que apareceu no sonho: um homem com cabeça de Cataventos dourados e girassóis luminosos!
A Mulher despertou e ainda não entendia o que ele veio lhe dizer. Olhou a janela e viu que seu vaso de girassóis estavam murchos. Ela esqueceu de regar e cuidar das suas plantas e naquelas flores caídas se reconheceu. Então, em um ímpeto de fúria, cortou as flores e fez nas mãos um bouquet de girassóis murchos.
Nos seus recém completos 28 anos , se deparou com o mito Grego “As Antusas e o Girassol, um amor não correspondido”:

“Clítia ou Clítie, era a ninfa do girassol e amava Helius, o deus Sol. Quando ele a abandonou pelo amor de Leucotéia, sofrendo Clítia começou a definhar. Ficava durante todo o dia sentada no chão frio com sua tranças desatadas sob os ombros. Passavam‐se os dias sem que ela comesse ou bebesse, alimentando‐se apenas das próprias lágrimas. Durante o dia contemplava o Sol desde o nascente ao poente. Era a única coisa que via e seu rosto estava sempre voltado para ele. À noite, curvava‐se para chorar. Por fim, seus
pés criaram raízes no chão e o rosto transfigurou‐se em uma flor, que passou a se mover sobre o caule sempre acompanhando o sol. Assim nasceu o heliótropo ou o girassol...”

Ela então canalizou essas emoções em uma ação, quase sem pensar, limpou as remelas dos olhos, se despiu daquelas noites mal dormidas e se pintou, se fez de flor. E na dor que sentia, fez brotar a sua força. Intuitivamente buscou se firmar nas entranhas do amor próprio e colocou a mulher esqueleto para bailar no pulso da dança africana! Deixou expandir o movimento, trouxe para si um repertório de formas rítmicas definidas, precisas. Incorporou nesse desafio novos passos, mais atentos e despertos. Na transpiração da dança, gotejava e expurgava o choro melindroso pelos poros.

Esse auto-retrato marcou também o início do seu aguardado Retorno de Saturno e o fim de uma paixão mais fulgás que um faixo de luz de pirilampo, mas tão brilhante e florescente quanto.
Foi um rito de passagem, um grito de guerra, uma declaração de amor.
Graças ao bem me quer dela por ela mesma, só a arte pode acolher aquela menina desabrochando mulher despedaçada em pétalas.

Essas fotos foram feitas pela a própria artista, em seu atelier com disparador da máquina fotográfica em junho de 2013.

“Aqui dentro, escôo-te mundo”
Duo Caya: Yasmim Flores e Carolina Meirelles
2013

Guerreira Vermelha
Mobilidade te areja

Esse corpo que sou
Morte e renascimento sobre areia
AL 2011

Black bird is always around since 2009, one day will be came storytelling.

Organolépticas em performance_Manifestativa
Pela vida nas florestas
Av. Paulista 2011

A pintura de ação (live painting) é um rito, uma incorporAção.
Imagens de um Video-Dança
2016

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